“Muito obrigado, Amapá”, disse Randolfe durante a diplomação do 2º Mandato

O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) foi empossado para mais um mandato de senador, na noite de hoje (18), no Cartório Eleitoral da 10ª Zona, em Macapá, na Zona Norte da cidade, acompanhado dos familiares.
Reeleito no último pleito com a votação recorde de 264.798 votos, os números são equivalentes a 38% dos votos válidos, Randolfe obteve a segunda maior votação proporcional do país. O senador reeleito tem 46 anos, nasceu em 1972 em Garanhuns-PE, mas vive no Amapá desde os 8 anos de idade. É professor, graduado em história, bacharel em Direito e mestre em políticas públicas. Foi deputado estadual por duas vezes. Em 2010, foi eleito o mais jovem senador daquela legislatura, tendo obtido a maior votação da história do Amapá.
O discurso da diplomação começou com uma citação bem estilo historiador, como ele sempre gosta de fazer, do padre jesuíta do século XVII, Christoval de Acunã “As terras da Capitania do Cabo do Norte, além de serem elas sós maiores que toda a Espanha junta, e haver nelas muitas notícias de minas, têm pela maior parte o solo mais fértil e para dar maiores proveitos e melhores frutos do que quantos há neste imenso rio das Amazonas”.
Na sequência falou das suas ações e que vai continuar focado na luta pela defesa dos direitos do povo – Defender a Democracia, Combater a Corrupção e defender a Amazônia com o desenvolvimento sustentável do Amapá – e fez ainda várias outras referências à democracia “…Quando suspeita-se qualquer ameaça a nossa ordem política, o melhor exercício é sempre salvaguardar a Constituição…/ Não há democracia e justiça social quando quase metade dos amapaenses vive abaixo da linha da pobreza”.
Ao falar sobre o Estado relembrou que, quando assumiu seu primeiro mandato de senador, sugeriu um urgente Pacto pelo Desenvolvimento do Amapá, reiterou a necessidade da sua manutenção e destacou seus compromissos em prol desse Pacto, propostas já desenvolvidas e as que estão em andamento, numa espécie de prestação de contas do seu mandato: a consolidação da Zona Franca Verde; Recursos destinados para a construção do Aeroporto, Hospital Universitário e Hospital do Amor; A transposição de servidores do ex-território federal do Amapá para o quadro da União; entre outros.
A economia nacional não ficou de fora do discurso “O Brasil precisa de reformas, quando a Carta de 1988 foi promulgada, a carga tributária bruta era de 24% do PIB. Hoje, ela alcança 36%. Nos dias atuais, de cada R$ 100 do trabalhador brasileiro, cerca de R$ 40 são drenados pelo setor público”.
O governo do Estado e o de Jair Bolsonaro, que assume em primeiro de Janeiro de 2019, não ficaram de fora e receberam recados sobre democracia e investimentos “Espero sinceramente que o Presidente Jair Bolsonaro e o Governador Waldez Góes os transponham”.
A crise econômica foi o tom na maior parte de seu discurso, Randolfe, que em Brasília combate os gastos públicos exagerados e desnecessários e tem um papel importante no combate à corrupção criticou “É anacrônico e incompatível com a moral pública e com milhões que vivem na miséria, um parlamentar receber R$ 35.000,00 a R$ 70.000,00 a título de auxílio-mudança” disso ao reafirmar que renunciou ao benefício.
Mais uma vez, em defesa da Amazônia, lamentou o aumento de 40% nos últimos doze anos, do desmatamento “A Amazônia não é só o maior conjunto hidrográfico…, é uma região com mais de 12 milhões de pessoas, o nosso Amapá ao final da próxima década já terá quase 1 milhão de habitantes que precisam viver ser feliz”.
E por fim, falou dos povos originários “Os Wajãpis, Karipunas, Galibis, Palikus e tantos outros não querem ser brancos, há 500 anos eles resistem a isso. Eles querem superar a impossibilidade de conviver em igualdade nas nossas diferenças.
Ao encerrar o discurso agradeceu ao povo que o elegeu “Consagrados no dia hoje pela força do voto popular, reafirmo aqui neste salão minha fé infinita na capacidade humana de fazer o bem, na força da Vida a ser preservada de todas as formas. Mais uma vez o povo me delegou uma missão. Assim como antes proclamo: a cumprirei com Amor, Dedicação e sobretudo sem medo”.

O RECONHECIMENTO
Randolfe tem 100% de presença no Senado e destinou mais de R$70 milhões em emendas para o Amapá. É o senador com o maior número de emendas executadas em todos os municípios do Estado, esses recursos possibilitaram as reformas de Unidades Básicas de Saúde em diversos municípios, recuperação das praças Floriano Peixoto, Veiga Cabral e Samaúma, também da aquisição das lousas digitais para todas as escolas do município de Macapá, reforma de escolas, entre outras ações. Além da emenda de Bancada que está garantindo à construção do Hospital Universitário. Foi cinco vezes escolhido como o melhor senador do Brasil pelos jornalistas que trabalham em Brasília, no prêmio Congresso em Foco e seis vezes eleito como um dos “100 Cabeças do Congresso”, pelo DIAP.
Entre as iniciativas no mandato que termina esse ano, Randolfe liderou as ações de combate à corrupção e em defesa dos interesses do Amapá. Contribuiu na formulação das 10 medidas de Combate a Corrupção e relatou a PEC do fim do foro privilegiado no Senado. Também se posicionou em defesa dos trabalhadores e contra a reforma trabalhista. Foi relator das Emendas Constitucionais 79 e 98 que têm possibilitado a transposição dos servidores do ex-território federal do Amapá para os quadros da União, quando os processos estiverem concluídos poderão somar uma economia de R$ 500 milhões por ano. Além disso, apresentou o projeto de Lei da Repatriação, que trouxe quase R$170 milhões para o Amapá em 2015. Foi autor da Lei que prorrogou a vigência da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, além de liderar a implantação e regulamentação da Zona Franca Verde para os dois municípios.

Leia na íntegra: DISCURSO DIPLOMAÇÃO 2018 final

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