Entenda os primeiros passos da Banda Larga no Amapá

Nesta semana, o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo e o presidente da Telebrás, Caio Bonilha, assinaram um Acordo de Cooperação Técnica entre a Telebrás e a Eletronorte para o compartilhamento de infraestruturas. Com isso, em breve o povo amapaense terá acesso à internet banda larga de qualidade e com baixo custo.

A luta para a concretização dessa idéia foi uma das primeiras batalhas assumidas pelo Senador Randolfe Rodrigues. Porém a articulação também contou com o empenho do governo do estado e da bancada amapaense no Congresso, além é claro, da torcida de toda a população do estado que sofre com o acesso limitado à internet. Segundo dados do governo federal, o Amapá tem a pior cobertura de rede do país.

Entenda agora cada passo dessa articulação nos últimos cinco meses:

Março de 2011 – O Governador do Amapá, Camilo Capiberibe, reúne-se com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo em Brasília. Na ocasião, o governador acerta com Paulo Bernardo, um aporte de R$14 milhões do ministério para que a banda larga fosse implantada no estado por meio de uma parceria dos governos estadual e federal, com a empresa OI.

No final do mês, o Senador Randolfe Rodrigues reúne-se com o presidente da Telebrás na época, Rogério Santanna, que fala de seu interesse em agilizar os processos de implementação da banda larga para os estados do norte. Randolfe considera muito interessante a proposta de Santanna que é a de fortalecer a Telebrás, fechando parcerias com os estados que possibilitem a oferta pelo preço de PNBL, além de evitar que a população ficasse refém das grandes empresas privadas do setor.

Abril de 2011- Depois de interessar-se pela proposta, o Senador convidou o governador do Amapá para uma reunião com Rogério Santanna, em Brasília. Durante o encontro, Rogério Santanna explicou as possibilidades para que a Telebrás e o governo estadual pudessem por em prática a idéia de levar internet para o Amapá, por meio de parceria com a empresa pública.  A partir dessa reunião foi formado um Grupo de Trabalho que realizou a primeira reunião em Macapá. O Grupo contava com representantes  da Telebrás, Adap, CEA, Setec, Seicom e Setrap.

No final de abril foi aprovado pelo Plenário do Senado um Requerimento de autoria do Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) que pedia informações ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sobre as ações de implementação do Plano Nacional para Banda Larga, relativas ao Estado do Amapá.

Maio de 2011- Randolfe convidou o diretor Geral da Brasnet Online Telecomunicações – BNO, Fábio Souza, para também reunir-se com o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, em Brasília. A BNO integra um consórcio com a NTC, que disponibiliza serviços banda larga no estado do Amapá. O Consórcio manifestou o interesse em oferecer internet ao estado pelo preço de PNBL, ou seja, por um preço menor à população. Rogério Santanna animou-se com o interesse da empresa de estabelecer parceria com a Telebrás e expôs ao representante da BNO quais seriam as possibilidades de concluir essa parceria a longo prazo.

No final do mês, o gabinete do Senador Randolfe Rodrigues recebe as informações solicitadas no requerimento encaminhado ao Ministério das Comunicações.

Junho de 2011 – No começo do mês é realizada a segunda reunião do Grupo de Trabalho formado para acelerar os estudos de implantação da internet banda larga no Amapá, por meio de parceria com a Telebrás. Desta vez a reunião ocorreu em Brasília. O diretor do Processamento de Dados do Amapá (Prodap), José Alípio Júnior, participou da reunião técnica na Telebrás.  Na ocasião, a Telebrás fez uma apresentação detalhada sobre o projeto de banda larga, apontando as alternativas para acelerar o processo de implantação no Estado. A equipe técnica do Prodap fez a exposição do trabalho, desenvolvido anteriormente pela comissão de banda larga do Centro e pela Agência de Desenvolvimento do Amapá (Adap).

Julho de 2011 – O Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) é convidado por Caio Bonilha, presidente da Telebrás, para participar da solenidade de assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre a Telebrás e a Eletronorte para o compartilhamento de infraestruturas. Com essa parceria, finalmente será possível viabilizar a internet banda larga para o Amapá pelo preço do Plano Nacional de Banda Larga – PNBL, isto é, R$ 35.  Também participaram da solenidade os deputados federais Sebastião Balarocha (PDT-AP) e Dalva Figueiredo (PT-AP)

Na próxima semana, os representantes do consórcio NTC/BNO serão convidados pela Telebrás para uma reunião, onde será oferecido a eles a possibilidade de estabelecer parceria com a empresa pública e assim oferecer  internet  banda larga também pelo preço do PNBL ao Amapá.

 

Telebras e Eletronorte realizam convênio para trazer banda larga para o Amapá

Trabalho de Randolfe e da bancada garante banda larga a preços populares ainda este ano

Um dia de muita comemoração para o estado do Amapá. O Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) participou nesta quarta-feira (13) da solenidade de assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre a Telebrás e a Eletronorte para o compartilhamento de infraestruturas. Com essa parceria, finalmente será possível viabilizar a internet banda larga para o Amapá pelo preço do Plano Nacional de Banda Larga – PNBL, isto é, R$ 35. Para o Senador Randolfe Rodrigues é a vitória daqueles que apostaram na Telebrás e hoje puderam ver o primeiro passo para uma internet rápida, de qualidade e acessível para toda a população do estado.

“Com a assinatura desse convênio, foi dado um passo gigantesco para terminarmos com o isolamento da internet banda larga no Amapá, e isto, foi uma aposta minha e da bancada do Amapá desde o início. Apostamos em uma empresa pública que é do estado brasileiro. Pois somente uma empresa pública, tem o entendimento de que internet é uma necessidade e um direito básico da população”, enfatizou Randolfe.

Pelo acordo assinado hoje, a Telebrás poderá utilizar o linhão de transmissão da Eletronorte que chega até Belém (PA). Com isso, na próxima semana, a Telebrás deverá entrar em contato com os representantes do Consórcio BNO-NTC, para oferecer a eles a internet pelo preço do PNBL, que poderá ser comercializado ao povo amapaense de maneira imediata. Os representantes desse consórcio reuniram-se com a diretoria da Telebrás, em maio desse ano, a convite do senador Randolfe e manifestaram o interesse em oferecer internet no estado pelo preço do PNBL.

O consórcio já disponibiliza os serviços de banda larga no estado do Amapá, porém a ligação é feita por via terrestre, através de rádios de última geração, desde a cidade de Belém até Macapá. Com a infraestrutura oferecida pelo acordo, poderá fechar a parceria com a Telebrás.

Com a utilização do linhão da Eletronorte será possível a ligação até o município de Calçoene. Entre agosto e setembro, o ministro Paulo Bernardo, e o presidente da Telebrás, Caio Bonilha, estarão no Amapá e devem anunciar pessoalmente a liberação de aproximadamente R$ 230 milhões para que essa ligação possa chegar até o Oiapoque.

Na solenidade, o ministro das comunicações, lembrou do incansável esforço do senador Randolfe na busca de alternativas para viabilizar a banda larga no Amapá. “Senador Randolfe o senhor achava que estava me cobrando demais, mas a presidenta Dilma me cobrava mais ainda. Queremos ir ao Amapá em breve. Esses termos assinados hoje terão grande repercussão no atendimento da internet na região norte, onde reconhecemos que há um verdadeiro apagão”. O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, também agradeceu a presença do senador e seu apoio à Telebrás desde o começo das tratativas.

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Randolfe pede solução para crise na Companhia de Eletricidade do Amapá

Da Agência Senado – O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), em pronunciamento em Plenário nesta terça-feira (5), mostrou preocupação com a crise econômica e financeira enfrentada pela Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). O parlamentar lembrou que a estatal tem uma grande dívida, calculada em R5 1,5 bilhão, principalmente com a Eletronorte.- A CEA deixou de pagar seu fornecimento de energia elétrica desde o ano de 2006 e só retornou a honrar esses pagamentos há poucos meses – disse.

Randolfe Rodrigues lembrou que é histórico o problema da distribuição de eletricidade no Amapá, que ainda não tem sua rede interligada com o resto do país e segue dependendo de usinas térmicas. Com a futura ligação do Amapá com o linhão de transmissão de Tucuruí e a construção de várias hidrelétricas, o senador acredita que o estado pode se tornar um “gigante com pés de barro”.

– Embora nós possamos dar um salto para sermos um exportador de energia elétrica, nós poderemos não ter energia elétrica para distribuir para o nosso povo, devido à situação a que foi levada nossa Companhia de Eletricidade do Amapá por sucessivas gestões temerárias – disse.

Randolfe Rodrigues considera que o processo de caducidade da concessão da CEA, atualmente em exame na Aneel, causará grande dano ao povo do Amapá, que terá que pagar tarifas elevadas sob um operador privado. Na opinião do senador, que defendeu a federalização da CEA “dialogada com o estado”, os problemas da empresa devem ser tratados com generosidade pelo governo federal.

Itamar

Randolfe Rodrigues fez uma homenagem ao senador Itamar Franco, falecido em 2 de julho, ressaltando sua história de resistência à ditadura e sua serenidade diante das crises. Para Randolfe, o Senado sentirá falta da energia de Itamar e a melhor homenagem que a Casa pode fazer à sua memória é mudar o rito das medidas provisórias.