Randolfe defende que parlamentares tenham mesmas regras de aposentadoria que trabalhadores

O senador Randolfe Rodrigues (REDE – AP) apresentou Projeto de Lei do Congresso Nacional que aplica as mesmas regras de aposentadoria dos trabalhadores aos políticos. Assim que assumiu o primeiro mandato de senador, em 2011, Randolfe abriu mão do privilégio.

O Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), criado pela Lei nº 9.506, de 30 de outubro de 1997 , está em vigor desde 1º de fevereiro de 1999. Trata-se de um plano de previdência parlamentar de participação facultativa. Para cada ano de contribuição no regime dos parlamentares, é adicionado quase R$ 1000 a mais de proventos da aposentadoria.

Além de renunciar ao privilégio em 2011, agora Randolfe apresenta Projeto de Lei para revogar Lei nº 9.506, de 30 de outubro de 1997 e estabelecer que os parlamentares serão cobertos pelo Regime Geral da Previdência Social (RGPS), como qualquer trabalhador.

Para Randolfe, não é justo pensar em reforma da previdência dos mais pobres sem sequer cogitar tocar na aposentadoria dos parlamentares “Para cada ano de contribuição hoje, o parlamentar ‘ganha’ R$ 964,65. Bolsonaro quer que e a população se aposente com um salário abaixo do mínimo, mas não mexeu uma vírgula no plano de previdência dos parlamentares”, afirma.

O Senado Federal gasta aproximadamente R$ 13 milhões anuais com esse privilégio, enquanto a Câmara, outros cerca de 85 milhões anuais, para pouco mais de 500 políticos aposentados. Já o trabalhador pobre, com 65 anos de idade, vai poder cogitar ter direito a um benefício (previdenciário ou benefício de prestação continuada-BPC) de R$ 998,00.

Randolfe explica ainda que “um ano de um parlamentar vale a vida inteira de um trabalhador, em termos de custo aos cofres públicos”.

  • Como eleitora do senador peço seu empenho pra que essas atrocidades contra a população trabalhadora sejam corrigidas, principalmente o que diz respeito ao plano de previdência dos parlamentares. É 500 com muito e o resto da população com muito pouco, isso não é justo. Enquanto trabalhadores estão desempregados e passando necessidades, alguns poucos privilegiados se aposentam com 1 mandado político. Mudança já.

  • Minha opinião seria para acabar com todo o funcionalismo público e TODOS, TODOS MESMO, trabalhassem no regime da CLT. Com os mesmos direitos e deveres que nela constam… da mesma forma a reforma da previdência, sendo todos iguais, seja político, juiz, militar, trabalhadores da CLT, todos com a mesma tratativa… Estavelecer aposentadoria acima do teto máximo de 5 salários mínimos para todas as classes… Eliminar as aposentadorias acima desse teto…

  • Senhor Senador,
    Sinto-me honrada por sua postura ética e coerência e pelo compromisso para conosco, cidadãos brasileiros.
    Vossa excelência me representa,
    Gratidão 🙏🏽

  • Concordo plenamente com o senador Randolfe Rodrigues, pensando como os políticos de primeiro mundo. Já assisti entrevista com ele, apesar de ser um político novo, disse que desde muito jovem era envolvimento em movimentos estudantis. A nossa população de assalariados, são pessoas muito sofridas , que não têm moradia ,uma alimentação de péssima qualidade, hoje durante uma compra em um açougue , vi duas senhoras comprando os restos que sobram da limpeza das carnes de primeira, imaginei que seriam para fazer comida de cachorro, aí elas e a açougueira me disseram que eram para elas comerem,além disso já tive a oportunidade de vê as pessoas mais pobres sempre comprando produtos de pouco valor nutricional e com muita química, pelo fato de serem mais baratos.Quanto a saúde, é muito triste vê o sofrimento destas pessoas. Nos hospitais quando estão internados , os acompanhantes tem uma cadeira de plástico dura , para passar o dia e a noite. Lanche ,pão com margarina e café de péssima qualidade.Enquanto isso os nossos políticos, recebem salários altíssimos, e ainda tem o desvio do dinheiro público com a corrupção.Nós brasileiros temos que participar mais da política, mas não com o populismo, e sim ,lutando pelos nossos direitos e dos necessitados.Para deixarmos para as gerações futuras, uma sociedade mais igualitária.

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