Randolfe pede abertura imediata do Hospital Universitário e fechamento de fronteiras com a Guiana

O Senador Randolfe Rodrigues (REDE -AP) protocolou, nessa segunda-feira, documentos oficiais com o intuito de combater e controlar a pandemia do Coronavírus no Amapá. Até o momento, são seis casos suspeitos no estado, e nenhum confirmado. Os resultados dos exames demoram cerca de 7 dias para ficarem prontos, uma vez que são realizados em Belém.

Em um primeiro oficio encaminhado ao Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e ao presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), general Oswaldo de Jesus Ferreira, Randolfe solicita a imediata abertura do Hospital Universitário (HU) do Amapá em decorrência da pandemia.

No ofício, Randolfe lembra que as obras do HU já estão praticamente concluídas, e a antecipação cumpriria o papel de atender às emergências decorrentes da situação COVID- 19 no Brasil. ”Seriam disponibilizados 212 novos leitos, sendo 60 na Unidade de Tratamento Intensivo que poderão ser destinados, nesse primeiro momento, exclusivamente ao tratamento dos casos graves de eventuais contaminados pelo coronavírus”, explica.

O senador destaca ainda que no estado do Amapá, a proporção de leitos de UTI é de 1,03 para cada 10 mil habitantes, sendo apenas 0,33 do SUS, disparadamente a menor taxa do Brasil. Segundo Randolfe, “esta relação representa somente 12% da demanda esperada de pacientes graves, o que torna ainda mais urgente a imediata abertura do HU˜, explica.

Já o segundo ofício, encaminhado ao Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Henrique Fraga Araújo, solicita o célere fechamento da fronteira brasileira com a Guiana Francesa, no Oiapoque, no extremo norte do Amapá.

Segundo informações preliminares, o Governo Francês anunciou a confirmação de 6 casos de coronavírus na Guiana Francesa. Para Randolfe, “é o momento de manter a calma e tomar medidas efetivas que evitem a propagação do vírus pelo estado, que sofre com a saúde precária. Com o HU funcionando e as fronteiras fechadas, acreditamos que o risco da pandemia chegar ao Amapá diminuirá significativamente”.

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