Randolfe vai destinar 50% de suas emendas para saúde no Amapá

“Os problemas da saúde pública no Amapá merecem ações de urgência, por isso, irei destinar 50% das minhas emendas a essa área”. A frase é do Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o compromisso foi firmado nesta terça-feira (09) durante reunião no Ministério da Saúde, com a presença dos deputados da bancada federal, prefeitos e secretários de saúde do estado do Amapá com técnicos do Ministério.  Na última segunda-feira (08), em Macapá, Randolfe se reuniu com o secretario de saúde do estado, fisioterapeuta Edilson Afonso Mendes Pereira.

Durante a conversa o senador ouviu do secretário um relato sobre a situação da saúde pública em todos os municípios. Edilson Afonso, que foi efetivado no cargo no início de agosto, apontou as prioridades de sua gestão. O sistema hospitalar do Amapá tem um déficit de 1.044 leitos, a rede física está sucateada e não há UTIS nos municípios. Por essa razão, dos R$ 6 milhões em emendas que o senador irá destinar para a saúde, parte será para compra de um helicóptero equipado com UTI para atender aos municípios e comunidades mais distantes, de difícil acesso.

A reunião desta terça-feira (09), no Ministério da Saúde, foi articulada pela prefeita de Laranjal do Jari e presidente da Associação dos Municípios do Estado do Amapá – AMEAP, Euricelia Cardoso e conduzida pela Chefe da assessoria parlamentar do Ministério,  Iolanda Batista, pelo Diretor de monitoramento do ministério, Paulo de Tarso e pela responsável pelo acompanhamento dos programas do ministério no Amapá, Luanna Gomes. Eles expuseram os diversos programas e investimentos previstos na área da Atenção Básica de Saúde, com foco no estado do Amapá. A constatação unânime é de que a pior cobertura desses programas no país concentra-se nos municípios do estado.

Dados do Ministério da Saúde mostram, por exemplo, que mais de 80% das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do estado estão inadequadas. “É o pior estado do Brasil em cobertura de saúde. Estou convencido de que temos emergências, porém a saúde é a mais grave delas. Reitero que necessitamos de um atendimento diferenciado para Amazônia nessa área, pois nossas dificuldades se arrastam por anos. Temos problemas no atendimento básico, mas também no de média e alta complexidade”, enfatizou Randolfe.

O senador será responsável por articular uma reunião entre a bancada da Amazônia e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Nesse encontro será debatido um Plano de Saúde da Amazônia, sugerido por Paulo de Tarso, trabalhando todas as especificidades da região, como os problemas de deslocamento pela ausência de estradas e o acesso precário à internet banda larga.

Quadro atual no Amapá

A grave situação da saúde fez com o secretário estadual Edilson Afonso Mendes Pereira decidisse reunir de 15 em 15 dias com os prefeitos. Segundo ele, “é necessário um novo modelo de sistema de saúde e uma política de estado para o setor”. Uma das principais preocupações relatadas por ele ao senador se refere à correta e completa transmissão de informações ao Ministério da Saúde, o que incide diretamente na captação de recursos dos diversos programas disponibilizados pelo governo federal.

Para a verticalização do Hospital de Pronto Atendimento, único pronto-socorro do estado, serão necessários R$ 35 milhões. O Hospital da Criança necessita ampliar em pelo menos 135 leitos a sua capacidade, além de necessitar de reforma elétrica e de refrigeração. A maior unidade hospitalar do estado, Hospital de Especialidades Alberto Lima, também necessita de reformas e ampliação. Nele são feitos todos os tratamentos de alta complexidade. Além da rede central, os municípios requerem construção e instalação de unidades de saúde e equipamentos.

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