Sub-Procurador vai ao Amapá para acompanhar de perto o caso Wajãpi

O Sub- Procurador da Procuradoria Geral da República (PGR) e coordenador da 6ª Câmara dos Povos Indígenas do Ministério Público Federal, Antônio Carlos Bigonha, informou ao senador Randolfe Rodrigues (REDE – AP) que foi designado pela PGR, Raquel Dodge, para acompanhar de perto o ocorrido na aldeia Wajãpi no último sábado (27).

Na ligação, Bigonha informou ao senador as últimas providências e o acompanhamento do caso por parte do Ministério Público Federal, além de afirmar que até o dia 15 de agosto deverá ir pessoalmente, junto com os procuradores e a Comissão de Direitos Humanos da Câmara e do Senado, até as aldeias Aramirã para se reunirem com o povo Wajãpi.

Randolfe acompanha o caso desde o início

No último sábado, 27 de julho, o senador recebeu um pedido de socorro da Aldeia Wajãpi no Amapá, por meio vereador da Rede Sustentabilidade, Jawaruwa Wajãpi. Na ocasião, Randolfe solicitou apoio à Polícia Federal, Funai e entrou em contato com o Governador do Estado.

No dia 30 de julho, o senador Randolfe Rodrigues (Rede) esteve na aldeia Aramirã, no município de Pedra Branca do Amapari, em uma assembleia com os índios Wajãpi. “Encontrei um povo assustado com os últimos acontecimentos. Eles reafirmam que estão sob ameaça, que ainda tem invasores no local e que precisam de apoio”, afirmou.

Em assembleia, mesmo contrário as tradições, indígenas concordaram com a exumação do corpo do cacique Emyra Wajãpi, líder indígena assassinado na última sexta-feira, para fins de esclarecimento do crime.

De acordo com Asurui Wajãpi, quando os policiais chegaram até a localidade, foram mostrados os sinais e as pegadas onde os invasores pisaram, deixando suas marcas de sapato. ” E os policiais por sua vez nos informaram que não estavam ali para entrar na mata, nem para ir atrás dos invasores. Informaram que estavam ali apenas para prender pessoas em atividade de exploração ilícita naquela localidade especifica” esclareceu Asurui.

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