Urgência para votar a Comissão da Verdade

Matéria do Jornal O Globo desta terça-feira (09), aponta que o governo buscará urgência para votar o projeto da Comissão da Verdade. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) é um dos defensores do projeto de lei que cria a Comissão da Verdade, destinada a esclarecer fatos ocorridos durante o período da ditadura militar. Para Randolfe essa Comissão irá concluir a  transição democrática e colocará o ponto final nesse processo iniciado em 1985. Randolfe já manifestou seu apoio ao Projeto em reuniões com a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário e com o assessor especial do ministério da Defesa José Genoíno.

“Aqueles que perderam seus pais, irmãos e filhos nos porões da ditadura, necessitam saber das atrocidades cometidas pelo regime de 1964. A Comissão da Verdade será o ponto final necessário e indispensável para que o Brasil vire definitivamente essa página da sua história política”, defende Randolfe.  Leia matéria na íntegra.

DO O GLOBO:
Urgência para votar a Comissão da Verdade

Proposta é articulada por ministérios com o Congresso

BRASÍLIA.

O governo quer fechar um acordo com a oposição para aprovar ainda este mês, no Congresso, a criação da Comissão da Verdade. A ideia é votar em regime de urgência – primeiro na Câmara e depois no Senado – a proposta enviada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano passado. Parado na Câmara, o projeto de lei prevê que a comissão levantará informações para esclarecer casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria durante a ditadura militar. O acordo, que é negociado pelos ministérios da Defesa e da Justiça e pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, poderá ser selado na semana que vem, em reunião na residência do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS). O governo pretende reunir todos os líderes partidários com os ministros Celso Amorim (Defesa), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Maria do Rosário (Direitos Humanos).

A ideia é aprovar a tramitação em regime de urgência, com a convocação de sessão extraordinária para votar a matéria na Câmara. O acordo envolve também o Senado. Isso porque, depois de aprovado pelos deputados, o projeto passará pelo crivo dos senadores. E, caso sofra alterações, tem que voltar à Câmara. O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim vinha participando da negociação com os parlamentares. Hoje ele teria reunião com líderes da oposição. Antes de deixar o cargo na semana passada, Jobim manifestou o receio de que sua saída pudesse comprometer o acordo.